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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Aqueduto Candelária

 

Aqueduto de Candelária e Parque Witeck




29°39'48.8"S 52°48'20.3"W, bem no alvo.

Quem curte fotografia não precisa ser chamado duas vezes. Basta alguém de um dos grupos que você participa levantar a ideia e já surgem vários braços levantados, eu vou, eu vou, eu quero.

Quando surgiu o convite pra tentar fotografar a Via Láctea no Parque Witeck, em Novos Cabrais (logo ali já vou colar a localização), já veio na sequência a indicação do que havia no caminho para ser clicado.

E veio então esta joia do patrimônio histórico arquitetônico e cultural do Rio Grande do Sul.

Seguindo pela BR386, quem vai de Porto Alegre acessa a estrada que vai à Santa Maria, passando pela terra do tabaco, Venâncio Aires. E vai prestando atenção, que o que não falta são pardais nessas estradas. Mas é pela segurança de todos. Ali por Santa Cruz do Sul, você pega uma rodovia que eu já viajava lá em Santa Catarina, quando era criança, e achava o nome tão bonito, parecia que ia te levar tão longe, até hoje acho bacana, a Rodovia Trasbrasiliana. E aí segue, quando chegar em Candelária, quebra pra direita e estará bem encaminhado, pois tudo é bem sinalizado.

Não só o Aqueduto está em perfeito estado, como a casa da família Becker, atual proprietária do local. Como você pode conferir no Wikipedia, ou no site do próprio Município de Candelária, as construções são de 1870, um pouco menos. Mas aqui não quero deter você em detalhes históricos, que isso você vai saber procurando por si mesmo (não seja indolente, criatura, vai pesquisar), ou no momento em que chegar ao local, pois a proprietária, muito simpática, irá lhe contar a história.

A bela morada da Família Becker, emoldurada pelos Arcos do Aqueduto
O que eu quero que prenda a sua atenção é a beleza que está lá aguardando sua visita.

Você pode caminhar no aqueduto, e chegando ao outro lado, voltar pelo campo, pra ter um outro ângulo. Se você for como eu, e estiver sempre em busca de ângulos, vale a pena clicar a parte da casa que ainda não foi restaurada e dali ter aquela visão da Paineira que guarda o Aqueduto, emoldurados pela porteira. Esse foi meu ângulo preferido. Vai lá e descobre qual é o seu.

Meu ângulo preferido, só esperando essa Paineira ficar florida pra voltar
Na casa você pode conhecer um pouquinho da história da família, já que eles expõem alguns objetos. E ali você pode fotografar aquelas janelas, ah, aquelas janelas, com a luz entrando e deixando entrever a poeira suspensa. Se você for como eu e gostar de mémoria, vai ter o momento flashback e quase vai ouvir o movimento das mulheres costurando e ralhando com as crianças.

Mas se não gostar, saia lá fora e sente num dos lugares especialmente preparados para os visitantes sentarem e apreciarem o jardim. Há fontes, há flores, há muito passarinho. E há a Dona Silvia que é uma simpatia e vai gostar de prosear com você.

uma janela para o passado
Quanto eu fui, em julho de 2021, a entrada custava R$10,00. E depois, vai tomar um café maravilha e comer uma torrada ou um bolo, uns 800 metros à esquerda do Aqueduto. A proprietária serve café no bule, passado na hora, daqueles que tem sabor de campo mesmo. Se quiser, você saboreia deitado na rede, ou sentado nas mesas simpáticas, forradas de chita. E o melhor, na companhia de uma beija-flor assanhado, que fica provocando os loucos das lentes. Muita cor, muita flor e aquele ar bucólico que só o campo tem. Já se convenceu?

Cenas de um Café


Então me segue e vamos agora ao Central Park, ops, não é...é o Parque Witeck. Volta pra estrada ali em Candelária e quebra à direita, vai cuidando porque o mesmo Serro Botucaraí que você já viu lá no Aqueduto (aqui eles chamam de morro do Fusca, dizem que vêem um capô de fusca, sei lá, eu não vi, mas o pessoal vê), vai se apresentar na sua esquera, e é danado de bonito. Fiquei com vontade de dar uma subida por lá outra hora. Vinte quilômetros e de repente a moça do Maps grita, seu destino está à esquerda. Bom, quase passei mesmo, se não estivesse junto com o pessoal, não ia ver. Falta uma plaquinha maior ali, pros distraídos.



29°46'58.4"S 52°58'19.0"W, bem à sua frente.

A Via Láctea em seu esplendor num dos lagos do Parque Witeck

Entre e se prepare. Vai caminhar bastante. Mas antes, você já ligou para agendar o passeio, ok? O parque tem regras para visitação nessa época de pandemia.

Depois de estacionar o carro, e pagar a entrada (entre R$5,00 e R$15,00, depende da sua idade), e colocar o cantil, ou a garrafinha na mochila, a cuia e a térmica (no caso dos gaúchos), ou até para quem estiver mais romântico, um espumante e tacinhas, na mochila, siga as plaquinhas. Este parque enorme, e olha é grande mesmo, vai fazer você fugir da agitação da cidade.

Quando visitei, o parque estava vestido das cores do outono. Por isso mencionei o Central Park, por que em determinado momento, eu pisquei duas vezes e tive aquela sensação, o famoso deja vu, em tempos de escassez de viagens, é reconfortante saber que temos um parque tão bonito quanto aquele.

Me lembrou o Central Park

De novo não vou contar a história do Parque, que você pode conferir lá no endereço deles, https://parquewiteck.com.br/site/index.php/o-parque. Se você for recepcionado pelo Henrique, super simpático, ele vai contar sobre o parque e o que você deve fazer para melhor apreciar. Mas não precisa muito não, só segue os caminhos, vai respirando fundo e sentindo os cheiros, o ar limpo. Sente num canto e aprecie. Não tenha pressa.

Em tempos de pandemia, piquenique ao ar livre pode, desde que sem aglomerar

Você vai ver tantos tipos de árvores e flores, ouvir e ver tantos pássaros, que vai esquecer o resto. Eu não conheci nem 1/5 do lugar. Mas o que vi já valeu a pena.

Vai lá e confere. Depois comente comigo se eu estava certa ou não.



34°28 " S do ′ 17 57°50 " W do ′ 39 Vamos ao Uruguay? Que o Uruguay é pequeno e encantador todo mundo sabe. Que tem uma excelente ...