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domingo, 15 de agosto de 2021

Cambará do Sul - Verão

Cambará do Sul - Verão -

29.04947, -50.14346 Circuito das Águas
Alguns lugares merecem não um, mas dois posts. Sim, Cambará do Sul é um desses lugares. Quase três, porque mais adiante vou postar sobre Praia Grande e, veja só, subi de novo para Cambará. Mas aí será outra história. 
Pela ordem cronológica, vou falar primeiro de Cambará do Sul no Verão. Foi minha primeira ida à essa pequena cidadezinha da região dos Canyons, e ela não estava na moda como está agora. Há uma enxurrada de programas de televisão sobre turismo, todos vendendo Cambará do Sul como um pequeno paraíso a explorar. E não é que eles têm razão? Vamos dar uma olhada… 
Para chegar a Cambará do Sul você tem vários caminhos, basta colocar no seu aplicativo preferido e não há erro. Pela 116, passando por Novo Hamburgo, o caminho está à direita até Taquara, lá, procure a RS 020 e suba. Estradinha sinuosa, tem que ter muita atenção, mas ah, o visual...vá preparado para parar muito e curtir alguns cenários impressionantes. Ali pertinho também fica o Templo Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling – Templo Budista de Três Coroas (aguarde, ainda escreverei sobre ele). Você passará pela simpática São Francisco de Paula, à qual dedicarei um texto em outro momento, mas se estiver com tempo, é outro lugar muito bacana que merece uns dois dias. Mas hoje o objetivo é Cambará do Sul, então vamos seguindo, até chegar no trevo de Tainhas, onde você irá virar à esquerda e seguirá até nosso objetivo. Obviamente, a essa altura seus olhos estarão se acostumando com essa paisagem de encher os olhos. Chegou? Bom, então vamos começar com algumas dicas de hospedagem. O que não faltam são bons lugares para ficar. 
Posso comentar sobre dois lugares com propostas bem diferentes, nos quais fiquei. Na primeira ida, eu e o marido ficamos na Pousada Cafundó, que fica na estrada para o Canyon Fortaleza. O lugar é um show, como você pode conferir na foto abaixo. Soube que houve troca de proprietários, então não saberia dizer no que foi afetada a hospedagem, mas o restaurante era muito bom, numa noite fria de verão, tomei o melhor chocolate quente com conhaque da vida. Lugar bem sossegado, e o atendimento era bem simpático.
A simpática Pousada Cafundó
Outra opção são as cabanas. Na última ida a Cambará, com outra proposta – aguarde o post do Inverno - me hospedei na Pousada Recanto dos Amigos. Atendimento 10, só que a hospedagem muito muito simples. Não vá esperando muito. Mas a cabana é individual, tem banheiro com banho bem quentinho, e o silêncio é absurdo. Tudo depende do quanto conforto você busca. O café da manhã é ótimo, daqueles bem campeiros, e o passeio a cavalo é famoso.
Pausa para falarmos sobre a cidade em si, pequenina, mas com várias histórias saborosas. 
Sabia que bem ali no centro fica uma Sequoia que já viajou à Lua? É, meu amigo, é verdade. Em 1971, a Nasa enviou a missão Apollo 14 para a Lua, recheada de várias sementes. E não é que uma delas voltou e foi plantada ali, no coração de Cambará do Sul? Como?, Ah, vá lá, você terá que ir a Cambará e ouvir a história no local, contada pelos moradores, que fica muito mais interessante. Te dei a dica, agora vai lá e busca, que tem mais sabor. 
Falando em sabor, gosta de truta? Então está no lugar certo. Trutas são peixes que sinalizam a qualidade da água, pois só sobrevivem onde a água for livre de poluição, e fria, e aí elas estão no lugar certo, pois as águas lá de cima são espetaculares nesses quesitos. Então recomendo o rodízio de trutas do Restaurante Galeteria O Casarão. Não deixe de provar. Você terá uma excelente experiência. Fica a dica de que eles não aceitam cartões, ok? Mas hoje o Pix resolve fácil.
Mas vamos ao que interessa, os roteiros de aventura. Cambará do Sul tem roteiros para todos os gostos. Não falta nada. Desde absoluto sossego até adrenalina pura. Eu vou contar sobre os passeios que nós fizemos e espero traduzir um pouquinho, de modo a te inspirar. 
Começando pelo básico, os Canyons. 

O Canyon Fortaleza foi nosso primeiro passeio, mas não vou dedicar muito tempo dessa vez, porque ele estará na aventura de Praia Grande. Mas obviamente, estando lá, não deixe de ir. Na minha opinião, é mais bonito, e antes de subi-lo, deixe-se relaxar com os pés em tantos córregos que estão ali pro seu deleite, só cuide se for um dia de trombas d’água ou um volume um pouco maior, por que já me aconteceu de subir na tranquilidade e voltar com a água nas canelas (vou contar na aventura de Praia Grande). A estrada, este ano, está em fase de pavimentação, então segue bem ruinzinho para chegar lá, mas deve melhorar em seguida. 
Quando fomos, o Parque de Aparados da Serra, que engloba os Canyons, ainda não havia sido privatizado, o que ocorreu este ano. Então algumas modificações devem ocorrer, esperamos que para melhor. Não há estrutura básica nenhuma no Fortaleza, apenas controle de entrada e saída. Banheiro é ali nas moitas mesmo. E ainda deve ser observada a limitação devido a Pandemia, fique atento, há limite de entrada e aberto de quarta a segunda-feira. 
Dê uma espiada no link e se informe: 
 https://www.icmbio.gov.br/parnaaparadosdaserra/guia-do-visitante.html 


Então vamos falar do Itaimbezinho, o clássico dos clássicos. A estrada que leva ao Canyon mais famoso é bem danada, na primeira vez que fomos, foi um sofrimento, pois as pedras eram grandes e são vários quilômetros desde a cidade até a entrada do Parque. Pelo caminho, você verá o famoso Parador Casa da Montanha, hotel exclusivíssimo. E se gostar de geléias, pode dar uma chegadinha na Sabores da Querência, que fabrica geléias artesanais. Vale muito conhecer. 
Nós optamos por contratar um guia, o que é sempre interessante dependendo do quanto você está interessado em conhecer detalhes, e isso ajuda os locais. Em geral, há um dia na semana que não abre, no site, o aviso é de terça-feira. Máscaras são obrigatórias. Chegando ao parque, estacione seu veículo e prepare-se para caminhar, levando seu celular ou máquina. No parque você tem área de descanso e banheiros no centro de visitantes. Pela trilha da direita, você irá avançar até a famosa e clássica das fotos, Trilha do Cotovelo. Seguindo pela esquerda de quem entra, você vai até o Mirante Cachoeira das Andorinhas. 
Por qualquer lugar que vá, o encantamento é garantido. As trilhas são bem demarcadas, há bancos espalhados, enfim, é um lugar de contemplação. 
 Depois dessa maravilha toda, nós optamos por fazer o Circuito das Águas, contratado na Canyon Turismo. Os preços estão bem mais salgados, lembra que Cambará está na moda né? É essencial que você faça esses passeios com guias, pois embora em alguns lugares você possa acessar tranquilamente, embora esteja em uma propriedade privada, em outros você precisa do conhecimento especializado para fazer as travessias e não sair boiando por aí no seu carro. Pensa que é brincadeira? Pergunta pros locais. O Circuito das águas no verão é uma delícia, você pode levar roupa de banho tranquilamente, pois embora a água não seja muito quente, vale a pena a experiência. 
Essa lindeza é a Cascata dos Venâncios, não na mesma viagem, na de inverno, mas é que sendo tão linda, merece duas fotos

Provavelmente a primeira parada será na Cascata dos Venâncios, que fica na propriedade da família, hoje já mais profissional, abriram um pequeno local para refeições. Experimente os pastéis feitos na hora, deliciosos. Na minha primeira ida, o pastel era pedido ali na porteira mesmo, agora, você já pode sentar e descansar um pouco, antes de se aventurar na pirambeira que leva às águas. Pode descer de carro, sim, até a beira da queda d’água. O guia irá te contar sobre o local, então não vamos estragar o assunto. Só olha um pouco e me diz se não é bonito? 

Segue o passeio, que normalmente leva a tarde toda, talvez mais, então não esqueça de levar lanche, água etc. Repelente e protetor, então, nem vou falar nada, que você não é amador, certo? Toca para o Passo do S, lembrando que tudo é longe, você vai passar um bom tempo andando de 4x4 e admirando belas paisagens. 
Comerciais de veículos são produzidos no Passo do S
No passo do S, só tendo a manha para atravessar. Nosso guia parou para admirarmos a Cascata. 


Depois, o último destino é o Passo da Ilha, onde você tem mais tempo para ficar na água. Aproveite a massagem deliciosa que as águas fazem nos seus pés. Se o dia estiver bonito, tudo estará perfeito. Ali na ilha há uma área de camping.


 Aproveite, pois a Natureza é tão generosa nesses lugares, que vai ficar gravado para sempre na sua memória. Como o post se alongou, vamos deixar Cambará do Sul – Inverno, para semana que vem. Espero ter despertado em você a vontade para ir para esse lugar tão encantador. Se gostou, deixe aí um comentário, pergunta, o que quiser. Terei prazer em responder.

domingo, 8 de agosto de 2021

Riozinho - Chuvisqueiro

Riozinho



Chuvisqueiro

29 ° 34 ′ 55 ″ S , 50 ° 25 ′ 30 ″ W  

Então vamos passear por um lugar “muito tri” como dizem os gaúchos.

Em 2020 foi a primeira vez que ouvir falar da Cascata do Chuvisqueiro. Santa ignorância! Só para variar, foi a fotografia que me levou lá. Na primeira saída para astrofotografia, que você pode conferir logo abaixo (não é que saiu direitinho, sendo a primeira? Mérito do nosso Master Professor, Egon Filter).

A Via Láctea sempre dando show

Bom, você tem várias opções para chegar lá. Eu saí de Montenegro e fui em direção a Novo Hamburgo, deixando a 116 e pegando a RS239 , segui até Taquara, e depois até Rolante. Como sempre, vá admirando a paisagem. Passe por Rolante e siga até Riozinho, vá prestando atenção nas montanhas que ladeiam a estradinha. Na minha primeira ida, peguei o sol se pondo sobre os campos, e foi fantástico.

Se você sair de Porto Alegre, o caminho pode ser outro, até Gravataí pela Freeway e depois pela RS020 até Taquara. Lá você vai chegar na mesma RS239, e segue igual.

Quando a estradinha passa a ser de chão (Estrada do Chuvisqueiro, mais ou menos 10km), tome cuidado, há lugares que margeiam o rio e algumas pirambeiras, então todo cuidado é necessário.

Há muito que parar e aproveitar, pois a cor do rio beira um verde esmeralda, muitas “pinguelas” como a gente chama as pequenas pontes pênseis lá na minha terra, então tudo é motivo para parar e fotografar, ou apenas observar.

Brincando de infravermelho

Um pouco antes chegar na Chuvisqueiro, você vai ver a Tenda da Bike, administrada por uma gentil cozinheira, e que faz sanduíches fabulosamente grandes...vale a pena conferir depois das trilhas, já que a fome deve apertar.

Lá na entrada para a Cascata do Chuvisqueiro, você paga a entrada que estava em R$15,00 em fevereiro/21. Tranquilo para estacionar, prepare-se, se você prestou atenção lá da estrada já deve ter visto a Chuvisqueiro, mas agora você já ouve o rugir da água.

E então você a vê: a Cascata do Chuvisqueiro! 76 metros de altura em que a água despenca com força, formando uma cortina branca envolvida por um rochedo de tom alaranjado, muita vegetação, um espetáculo aos olhos. Mas o segredo é estar lá à noite e poder vê-la coroada pelas estrelas. Aí o olhar é outro, te garanto.


Mas, se você só quer curtir, senta e relaxa. Ali há algumas churrasqueiras e tal. Quem gosta de sossego, a época certa a ir não é o verão. Vá fora de época, e curta o sossego. Não se limite à Cachoeira, pois há paragens lindas ao redor, seguindo o riacho.

Se você estiver com tempo, logo em frente fica o Camping das Três Pedras, e adiante a Cascata das Três Quedas. Aliás, a região toda é rodeada de cascatas incríveis (das Borboletas, do Sossego, do Quebra Cabo), mas hoje o post é dedicado a Chuvisqueiro e Andorinhas (logo abaixo).

 E vá prestando atenção, por que os, como eu chamo, “berçários de borboletas” podem estar no meio da estrada. É fora de série chegara pé ante pé e fazer as borboletas voarem ao seu redor. Experimente!

Grupos de borboletas estão por toda parte


Cascata das Andorinhas

29°34’14.2″S+50°28’53.4″W - a magia da luz

Revelada a Chuvisqueiro, volte pelo mesmo caminho, e quando chegar numa ponte que parece uma laje, pegue à direita e no Bolicho do Valandro, siga à esquerda. Logo vai ter que largar o carro e seguir a pé. A trilha não é longa, mas é exigente, leve água e calçado adequado, passe repelente. Muita lama, e aí, meu amigo, preste atenção, porque qualquer escorregão pode te machucar, palavra de quem entende – busca o Post da Praia da Teresa que vai me entender.

No fim do primeiro trecho da trilha, é necessário cruzar o rio, vá com atenção. Mais alguns metros e você chega nesse deslumbre que é a Cascata das Andorinhas – necessário cruzar o rio de novo. A Andorinhas é especial. Ao meio-dia você tem o encantamento do sol iluminando o interior da cascata, é uma visão de tirar o fôlego.

Uma foto não faz jus, precisa estar lá

Novamente, pense se você quer companhia ou prefere mais sossego. Obviamente, no verão tem gente demais. Fica difícil conseguir um cantinho pra pensar sossegado. O fato é que estando ali, o tempo passa diferente, e quando você vê, precisa voltar. Mas é aquilo que eu digo, precisa ir e experimentar o seu olhar.

A Andorinhas não é alta, em torno de 10 metros. Mas a caverna magnífica e a luz que entra fazem a mágica acontecer.


Um capricho que a Mãe Natureza levou milhares de anos construindo, e está ali pra você. Curta, respire, mas não deixe restos, cumpra seu papel de ser humano consciente.

Na volta você estará energizado e em paz. Nem sentirá as pedras e o sobe e desce da trilha.

Volte zen.

Uma curva simples na estrada, e um visual incrível, fique atento

E se gostou, deixe um comentário, me ajudando a construir os próximos textos.

Logo seguiremos para outro lugar bacana. Vem comigo?


34°28 " S do ′ 17 57°50 " W do ′ 39 Vamos ao Uruguay? Que o Uruguay é pequeno e encantador todo mundo sabe. Que tem uma excelente ...